Clube dos Pescadores de Piabas & Cia

Rio Colisevo ou Curisevo ou Cú de Alguém

Só dá cachaceiro

A turma da vez: Alon,  Humberto, Sérgio, Montesquieu, Mirabeau, Menashe, Sr. Oswaldo, Virgílio e o Peixe Pau representando nosso grande amigo, que não foi desta vez, Dr. Rafael.

O Rio: Rio situado na região do Xingu e junto ao Sete de Setembro e o Kuluene formam o Rio Xingu. Rio estreito e neste época pouco profundo, muitos troncos submersos e até perigosos já que muitos deles ficam praticamente "mortos". Situado no estado do Mato Grosso e tendo grande parte de sua extensão na reserva indígena do Xingu.

Peixes pescados: Surubim Cachara,  Pacu,  Corvina, Piauçu, Palmito, Matrinxã, Bicuda, Jurupoca e a Piranha.

Meio de transporte: Mais uma vez utilizamos os serviços do Capitão Caverna, por sinal excelente ônibus. Foram contratados dois motoristas Arão e o Sr. Mundim. O nosso capitão Leise infelizmente não pode ir desta vez por problemas de saúde. Levamos quatro barcos com 3 motores de 15Hp e um de 25hp ainda sem o capô original hehehehe.

A Pescada: Este ano nosso empreendimento pescativo foi meio, ou quase que inteiro, catimbado. A definição do pesqueiro só foi feita no dia da partida em função disso nossas camisas saíram com o pesqueiro Barra do Bugre, nosso grande companheiro Bola não pode ir, ficou tomando conta das Palmas, o nosso convidado Sr. Marco Túlio na última hora, na última hora mesmo, aprontou uma e disse que não iria mais nem satisfação o danado deu, bom não foi por falta de aviso de alguns companheiros. O Humberto, como sempre, agarrado com a Henkel, mas companheiro que é companheiro não deixa a peteca cair e firmou o pé. Saímos de BH no dia 14 de julho às 0:10hs e rumamos para o Rio a bordo do "Capitão Caverna". A viagem começou com muita conversa fiada e cerveja, mas a turma "tava" meio cansada e logo...logo cada um procurou sei canto e foi dormir, exceto o Sr. Mira que ficou papeando com o motorista e bebericando algumas dúzias de cevada enlatada. Nosso primeiro compromisso era passarmos pela cidade de Corinto e apanharmos o cozinheiro Chico Cachacinha mas não sei o que passou pela cabeça oca do Arão que o bicho não viu, ou fingiu que não viu, o Trevão para Curvelo, só fomos notar o erro quase que chegando em Três Marias quando Eu e o Alon acordamos, ai já era tarde e ficamos sem o tal do Chico Cachacinha, também com este nome não devia ser boa coisa não. O resto da viagem foi tranqüila passamos por Anápolis, atravessamos de balsa em Cocalinho o Rio Araguaia que faz a divisa de Goiás com Mato Grosso, e logo em seguida o Rio das Mortes. Paramos em Canarana e acertamos nossas licenças de pesca pegamos algumas informações com o dono da Casa de Pesca e dono da Pousada Xingu e rumamos para Gaúcha do Norte nossa última cidade de apoio. Chegando lá, depois do Sr. Mundim errar o caminho em quase 100 quilômetros, por volta das 17:00hs local, já tínhamos a certeza que montaríamos o acampamento à noite ou o mais provável no dia seguinte. O Sr. Eriberto passou todas as coordenadas e disse que infelizmente não poderia nos acompanhar, mal sinal, mas mesmo assim seguimos em frente na certeza que encontraríamos fácil .... fácil o local e o tal Werner, que estava a apenas 20 quilômetros dali. Forramos o bucho com uma comidinha simples mais muito gostosa, abastecemos o Capitão Caverna, compramos gelo e colocamos novamente o pé, a cara e a tudo mais na estrada. Passados os 20 quilômetros deveríamos avistar algumas casas à beira da estrada, e todo mundo ficou procurando as tais casas e nada, até a lanterna de última geração do Humberto Tem Tudo foi utilizada e olha que a danada tem até luz negra, roxa, amarela e outras coisitas mais e muita viadagem mas o Sr. Osvaldo Marteleto "tava" de olho. Mais meia hora e nada, mais uma hora e nada, voltamos alguns quilômetros para conferir se não tínhamos errado o caminho e a princípio estava tudo certo, mas as danadas das casinhas insistiam em não aparecer. Nesta hora já "tava" todo mundo cansado, "puto" e doido para morder a orelha do outro, foi então que nosso "Pescador Chefe" ascendeu um luz no fim do túnel e avistamos alguma coisa que se locomovia pela estrada, parecia algum "artomóvel" já que tinha farol se era carro, bicicleta ou moto aí só ficamos sabendo quando a geringonça parou próxima a nós, era um misto disso tudo mas foi a nossa salvação, o cidadão nos indicou que logo "ali na frente" tinha uma pousada, rumamos para lá e nos informamos mais uma vez. Com as informações colhidas, chegamos a um local que podemos dizer, é tudo que uma turma de pescaria deseja encontrar, local cercado de árvores, plano, o portinho muito bem localizado, chuveiro já instalado com caixa d’água e o local da cozinha coberto com telhado de madeira. Olhamos uns para os outros e dizemos: Nosso acampamento vai ser aqui, só existe este local. No dia seguinte por volta das 5:00hs levantamos animados, tiramos as tralhas do Capitão Caverna e vamos trabalhar cambada. Lá pelas 13:00hs comida pronta, ahhhh estava me esquecendo, acertamos com o Arão e o Sr. Mundim que os dois seriam os cozinheiros com a nossa ajuda é claro. Barco dentro d’água, motores ligados, duplas prontas e agora era só cair no rio e caçar os "brutos". Para o primeiro dia, não tivemos muitas ações não, apenas Eu fisguei um Sarapó, acho que é isso mesmo, de mais de um metro e meio e 5 Kg, como ainda não tínhamos iscas embarquei o bicho. Voltamos para o acampamento lá pelas 22:00hs e a cara do Arão não estava para muitos amigos não, perguntamos o que era e ele disse que o tal Werner apareceu no acampamento e disse que o patrão dele estaria vindo para acampar naquele local no dia seguinte por volta das 7:00hs e caso a turma não saísse ele perderia o emprego. Foi um baixo astral danado, todo mundo ficou sem norte. O Alon queria que queria desmontar o acampamento naquela hora, mas não havia como, todos estavam exaustos, por fim chegamos a conclusão que deveríamos tratar de dormir e às 3:00hs da madruga começaríamos a levantar o acampamento. E realmente começamos, ninguém falava muita coisa não, mas amigo é amigo e companheiro é companheiro, começamos a tirar proveito da situação pelo menos para dar risadas. E agora para onde ir ??? Barra do Bugre, Rio das Mortes, Luciara, etc..etc... Depois de muito bate-boca chegamos à conclusão que deveríamos ficar por perto, negociaríamos nossa estadia na Pousada Matrinxã, turma de BH ficaria mais fácil. Pé na estrada novamente e logo quando havíamos ganho a estrada não é que avistamos as tais casinhas e o tal do Werner!!. O mesmo correu em direção ao ônibus e lá vamos nós jogar conversa fora. Bom, para resumir, o Werner explicou toda a situação e disse que tinha outro local muito bom também para o acampamento. Topamos a parada e lá vamos nós mais uma vez. O local era bem perto e realmente muito bom. Infelizmente o acampamento não ficou nota "10" igual ao primeiro em termo de organização mas ficou razoável. O Capitão Leise nessa hora faz muita falta. Mais uma vez barco dentro do rio e vamos pescar cambada !!!!
Pescamos de tudo que era jeito, com minhoca, com file de peixe, com rabo, iscas artificiais, com cabeça e até com Provolone e salsicha, especialidade do
Virgílio, mas realmente o rio Colisevo não estava prá peixe. O Virgílio como sempre atrás de suas Cacharas "tadim" não fisgou nenhuma. Este ano resolvi adotar de vez o "Pesque e Solte" , apenas embarquei os que o meu estômago aquentasse. E olha que comi peixe, incluindo algumas Cacharas hehehehehe. Descobrimos também uma nova modalidade foi o Pacu no milho isto mesmo, milho como isca no anzol. Fizemos até campeonato no qual a "drupa" Alon e Mena foram os campeões, no total fisgamos 30 pacus só na parte da manhã, foi uma boa diversão. Final de pescaria todos muito insatisfeitos com o rio, mas pescaria é isso mesmo. A volta foi muito tranqüila e mais uma vez chegamos sãos e salvos. O local de saída e chegada este ano foi a casa do Rafael, que apesar de não ter ido ajudou muito. Outra coisa que gostaria de comentar é que apesar da pescaria não ter sido lá essas coisas já está dando saudade. Saudades da conversa com o companheiro no barco, saudades da conversa ao pé da barraca, saudades da bate-caverna no acampamento, saudades do banho gelado à noite, saudades dos nossos bate-bocas, saudades dos companheiros, saudades do esperar da fisgada do peixe, saudades.....saudades.....

O Acampamento:Não fiquem pensando que o cansaço venceu a turma na chegado do Capitão Caverna ao local do acampamento e olha que este anos montamos dois acampamentos em menos de 24 horas, pelo contrário na turma só tem "Bicho Bravo" e como sempre os grupos automaticamente foram criados:

Preparação do terreno para as barracas;
Descida das tralhas do Capitão Caverna;
Preparação do gerador e da fiação elétrica;
Montagem dos barcos;
Montagem da cozinha;
Preparação do portinho;
Montagem da foça ficou só no primeiro acampamento.

Convocações e Avisos

Atas das reuniões

Custos

Álbum de fotos

 

Volta ao Índice


Data da última atualização: 28-May-2003 16:32