Clube dos Pescadores de Piabas & Cia

A turma da vez: Alon, Rafael, Sérgio, Humberto, Sr. Oswaldo, Virgílio, Edson, Mirabeau, Montesquieu e Carlinhos.
O Rio: Rio situado na bacia amazônica, divisa dos estados de Mato Grosso com Pará, lá no bico do Papagaio. Afluente do Juruena. Rio com muita pedra e alguns trechos apresentou uma certa dificuldade para a navegação, sendo necessário uma atenção redobrada do piloteiro. Rio estreito e pouco conhecido dos pescadores. A região tem uma fauna muito rica com a passarada toda, ariranhas, onças, capivaras e muito jacaré, além dos peixes é claro..
Peixes pescados: Trairão, Cachara, Pacu, Jaú, Corvina, Piauçu, Palmito e a Briguenta Matrinxã.
Meio de transporte: Mais uma vez utilizamos os serviços do Capitão Caverna, por sinal excelente ônibus. Foram contratados três motoristas e um cozinheiro. Levamos quatro barcos com 3 motores de 15Hp e um de 25hp.
A Pescada: Saímos de BH no dia 19 de maio às 19:00hs e rumamos para o Rio a bordo do "Capitão Caverna". Viagem com muita conversa fiada e a jogatina de sempre. Cada companheiro teve a obrigação de levar um prato de "tira-gosto" para uns e "bota-gosto" para outros. A viagem, apesar da distância de 2.850 só de ida, foi muito tranqüila com paradas de almoço, jantar e café da manhã, ops estava esquecendo das paradas também para o Sr. Virgílio fazer o seu PIPI já que, com o ônibus em movimento o cara não fazia de jeito nenhum.
Em função do atraso na saída, mais uma vez chegamos à noite em Nova Bandeirantes, consequentemente tivemos de dormir para aguardar nosso guia Goiaba. Na madrugada muita cerveja rodinha de violão e bate-papo para espantar o frio. De manhã cedo um delicioso café com leite para esquentar o peito e repormos nossas energias e novamente, por volta das 10:00hs pé na estrada, faltavam mais 60km, trajeto este feito literalmente no meio da floresta e árvore prá todo lado, ficamos imaginando a quantidade de bicho espalhado neste mato grosso. Apesar de não estar chovendo o Capitão Caverna atolou duas vezes, a primeira foi fácil de desatolar mas a segunda vez ........ o Alon até sugeriu que um grupo voltasse a pé a procura de um trator. Foram quase três horas de sofrimento e para não desidratarmos a cerveja estava sempre presente. Com muito esforço da turma e a habilidade do nosso capitão Leise conseguimos tirar o Capitão Caverna do atoleiro e mais algumas curvas chegamos no local do acampamento.
O Acampamento:Não fiquem pensando que o cansaço venceu a turma na chegada do Capitão Caverna ao local do acampamento, pelo contrário, na turma só tem "Bicho Bravo" e como sempre os grupos automaticamente foram criados:
Preparação do terreno para as barracas;
Descida das tralhas do Capitão Caverna;
Preparação do gerador e da fiação elétrica;
Montagem dos barcos;
Montagem da cozinha;
Preparação do portinho;
E a primeira grande inovação deste ano - Montagem da foça.
A segunda inovação foi a fixação da placa informando da nossa presença com os seguintes dizeres:
Aqui esteve o grupo "Pescadores de Piaba e Cia", no período de 21/05 a 01/06/00. Plantamos diversas mudas de árvores frutíferas às margens do Rio para alimentarmos os bichos. Assim, estamos também plantando uma idéia. Se ela florescer, todos sairemos ganhando. Faça o mesmo.
VISITE O NOSSO SITE: www.pescadoresdepiaba.cjb.net
E como é já de costume, não derrubamos nenhuma árvore. Após tudo pronto, cada um volta para a preparação do seu material de pesca. O Tem Tudo e o Bakana como sempre apresentando tralha nova e o Montesquieu com a sua parafernália vinda diretamente de Maiami Beach tinha até perfume para peixe. O local do acampamento, não foi o mesmo de 1996, simplesmente era maravilhoso. Não estávamos à beira do rio São João e sim em um de seus pequenos afluentes o Rio Ximarí. Para quem não conhece de rio imaginem a subida ou descida da serra de Petrópolis em direção ao Rio de Janeiro com suas dezenas de curvas, retire os penhascos e acrescente a mais pura floresta, agora acrescente árvores submersas e tocos. Bom depois de imaginar tudo isso junte adrenalina pura, muito respeito pelo rio, uma canoa e dois malucos a descerem seus 800 metros até o Rio São João. Muitos minutos de filmes foram gravados é simplesmente indescritível a sensação de navegar no rio Ximari só este trecho valeu o passeio.
O Rio Ximari: No Rio Ximari, além da ligação com o Rio São João, tirávamos nossas iscas brancas diariamente e foi nele que o maluco do Montesquieu pegou um jacaré a unha. (Eu vi foi na unha mesmo tenho até foto para comprovar). Pela primeira vez consegui cair do barco acertando um deste troncos submersos, para a minha sorte não aconteceu nada de grave a não ser o orgulho ferido e a roupa molhada.
A Pescada:O Rio São João estava cheio e apesar de ter passado seus 4 anos lembramos de cada curva, cada poço, cada pescada, cada peixe fisgado em 1996. É lógico que com mais água a navegação ficou mais fácil, mas nem por isso o Sr. Tem Tudo deixou de encalhar a sua canoa em cima de uma pedra, motivo de muita gozação da turma. O Bombinha como sempre com o seu jeito estabanado e conversador, peixe que é bom ......... Pescamos Traíras, Cacharas, Jaús, Piaus, belas Matrinxãs, Corvinas e Mandís, mandí inclusive que ferrou o dedo do distraído Edson. O macho chorou, gemeu, gritou e urrou por exatamente uma hora e os outros dois, Bakana e Virgílio, riram e gozaram da cara do companheiro por exatamente uma hora. Mas apesar da gozação o Naimalu I forneceu toda a medicação (Tilenol, compressa e Bandaid) necessária para o bem estar do companheiro. Toda a manhã o Mirabeau, lia a Oração do Pescador e íamos para o desjejum já preparado pelo o nosso cozinheiro. O Peixe "tava" meio difícil, mas saía. Mais ou menos a uma hora e meia do acampamento, fizemos nossa segunda base, com fogão de pedra, panela, limpadores de peixe. Foi lá que almoçamos alguns dias e parávamos para a troca de idéias, além é claro do banho de rio. No último dia, acampamento desmontado, local todo limpo sem, literalmente, uma guimba de cigarro no chão e algumas mudas de árvores plantadas. Nota 10 para o acampamento, mais uma vez.
Problemas enfrentados: Na ida tudo beleza, na volta pegamos uma manifestação de caminhoneiros, na estrada que liga Nova Bandeirantes à Alta Floresta, que nos obrigou a passar a noite na estrada já que não havia como seguir adiante. Pernilongo muito pouco, à noite quase que nenhum. Não sabemos o porque mas o Rio São João é praticamente impossível pescar a Noite os peixes parecem que vão literalmente dormir.
Convocações e Avisos
Carta enviada à prefeitura de Nova Bandeirantes
Data da última atualização: 29-May-2003 11:53