Clube dos Pescadores de Piabas & Cia

Dicionário "Pescativo" ilustrado

Fly

Uma das  modalidades mais antigas, deve seu nome (FLY em inglês significa mosca) às iscas, que imitam insetos. Essas iscas são confeccionadas artesanalmente com materiais como pêlos, penas, fios de plástico e linhas de costura. O equipamento de fly é inconfundível compõe-se de uma vara comprida e flexível, uma carretilha que parece uma bobina comum e uma linha grossa e comprida (no máximo com 30 metros). A linha é a responsável pelo arremesso, uma vez que as iscas são leves. Ela vai sendo solta por meio de golpes da vara no ar, ato que ganhou o apelido de "chicotear". Conhecida como técnica de grande eficiência na pesca de várias espécies de peixes, o fly ainda é pouco difundido.

Rodada

Estilo em que se vai "atrás" do peixe. Deixando o barco descer o rio ao sabor da correnteza, enquanto a isca é arrastada junto ao fundo. Conhecida da maioria dos freqüentadores do Pantanal e pescadores de Robalo, a rodada é apresentada como pescaria de silêncio e tranqüilidade. Originalmente usavam-se varas de bambu com linha grossa. Hoje também é praticada com carretilha ou molinete. Uma variante desta modalidade é a batida, que usa varas de bambu preferencialmente. O Barco desce próximo à margem, amparado pelos remos, ou com motor elétrico, e o pescador vai batendo a isca na água, como se fosse uma frutinha caindo, para atrair o peixe.

Corrico

Nessa modalidade o barco permanece em movimento, com o motor ligado. A isca, que pode ser natural de pequenos peixes ou artificial como os plugs de meia água e jigs, é solta na água até 20, 30, 50 ou mais metros de distância e então é arrastada em baixa velocidade. A movimentação produzida nas iscas dá impressão de que ela está viva. As varas utilizadas são curtas, cerca de 1,8 a 2,5 metros em média, e reforçadas. As linhas são relativamente grossas. Nesse tipo de pesca geralmente se dá preferência às carretilhas.

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